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23 de set. de 2012

A campanha do Freixo não faz o menor sentido.

É absolutamente irracional que um candidato com um minuto e meio de tv continue crescendo nas pesquisas.

É contra todo os pressupostos básicos da lógica que um comício realizado na Lapa, em plena sexta feira a noite sob uma chuva pesada, reuna quinze mil pessoas.E o pior: nenhuma delas foi paga para isso.

E é inaceitável que essas quinze mil pessoas sejam apenas uma pequena fração de uma massa viva e pulsante que não para de crescer.

É inadmissível que esse movimento continue se espalhando. Mas ele não vai parar. 

Não vai parar porque, acima de tudo, é movido a esperança.

A campanha de Freixo não faz o menor sentido porque ela escapa completamente aos domínios do que é racional.

Ela representa a mudança. Uma nova política, diferente de tudo que veio antes.

Embarcamos nessa primavera porque, acima de tudo, ela sintetiza tudo aquilo que queremos para nossa cidade.

Muitos dos que reclamavam da pouca participação da juventude na política agora apontam dedos acusadores para nós e dizem que somos alienados e que, por não saber o que queremos, seguimos o candidato da moda.

Podemos até não ter a menor idéia do que queremos. Mas sabemos exatamente o aquilo que repudiamos: a política tradicional do toma lá da cá e tudo aos amigos e a lei aos inimigos.

Pode ser que seja um equívoco.

Mas tem mais valor fazer uma aposta arriscada que permanecer eternamente no mesmo erro.

6 de set. de 2012

Outro debate

Hoje eu tive a oportunidade de assistir três candidatos debatendo ao vivo. Deveriam ser quatro, mas o Rodrigo Maia aparentemente teve uma crise de bom senso e decidiu que a PUC não seria o melhor lugar para ele estar num debate. O prefeito Eduardo Paes também deve ter sido contaminado, uma vez que decidiu não aparecer, estragando aquela que deveria ter se tornado a maior vaia de todos os tempos, seguida daquela que provavelmente seria a maior cara de bunda acompanhada de sorrisinho amarelo jamais feita na História. Alguém deveria fazer alguma coisa antes que o bom senso se torne epidêmico.

Enfim, decidi deixar aqui a minha impressão sobre os três presentes.

Aspásia: Estaria melhor concorrendo a avó. Sinceramente não consigo entender o que ela está fazendo nessa eleição. Só fala sobre sustentabilidade e meio ambiente e nem isso ela sabe. Hoje passou vergonha ao mostrar que não sabe como a guarda municipal funciona.

Freixo: As melhores propostas e a fala mais consistente. Fiquei impressionado com o carisma dele. Mesmo estando visivelmente cansado, aparentando as vezes estar alheio ao debate, respondeu com clareza e objetividade a todas as perguntas, ou seja, foi o extremo oposto dos seus concorrentes.

Otávio Leite: Estava completamente perdido, mas deixou transparecer um pouco de competência. Discordo dele em vários aspectos, principalmente ao propor uma maior participação da iniciativa privada no governo, o que já era esperado por sinal. Só chamou a atenção ao ser vaiado pela platéia, mas ainda assim foi uma surpresa muito positiva. É bom saber que existem candidatos viáveis além do Freixo.

21 de jul. de 2012

Se a vida te dá limões...

Como todos já sabem, votarei no Freixo nas eleições municipais do Rio de Janeiro este ano. E, como os demais entusiastas desta candidatura, acreditava que a mídia não divulgava nenhuma pesquisa eleitoral por medo. Tinha certeza absoluta que ele estaria brigando nas cabeças com o Paes. No mínimo 30% das intenções de votos. Mas a realidade me deu um tapa na cara.

Ontem o Datafolha divulgou as primeiras pesquisas e Paes liderava com 54% das intenções de voto. Freixo vinha em segundo, 10%. Bom, pelo menos ele está brigando nas cabeças com o prefeito.

Muitos vêem nisso motivo para desânimo, mas eu digo: sigam otimistas e não se deixem abater por uma simples pesquisa!

Oras, 54% parece uma vantagem impossível de ser batida, mas quando observamos a disparidade entre arrecadação e tempo de TV, sem contar o uso covarde da máquina estatal e uma campanha que começou muito antes das outras, é até pouco pro Paes. 

A tendência é que a campanha do Freixo cresça cada vez mais, pois ela não é uma campanha baseada em arrecadações e em alianças escusas. É, sim, movida a ideais. 

A vida nos deu uns belos limões, mas eu sugiro que façam como eu: guardem seus limões para jogar no Sr. Eduardo Paes da próxima vez que ele inventar de dizer que a cidade precisa dele quando um prédio desmorona.

Precisamos de um prefeito em tempo integral. Uma pessoa que arregace as mangas para limpar a cidade. Alguém que tenha coragem para bater de frente com empreiteiras, empresas de ônibus, milícias e afins. Precisamos de Marcelo Freixo.

E se preparem: vai ter segundo turno.