19 de jul. de 2012

Lá e de volta outra vez

Hoje sai um texto. Aliás, vai sair agora.

Acabou essa sem-vergonhice de ficar com o blog mais vazio que a Câmara dos Deputados em dia de plenária.

Não sei ainda sobre o que vai ser esse texto, mas ele vai sair.

Eu poderia falar sobre as eleições vindouras. Vou votar no Freixo e o jingle mais tosco é o do Dr. Perereca. Que eu descobri depois de ver a kombi dele num engarrafamento. Na minha frente. Por uma meia hora mais ou menos. Mas ele tá no Facebook, então tá beleza.

Ou então sobre um novo passatempo que eu descobri: inserir nomes de Pokémons nos livros. Charmander in the Rye, Charizard 451, The Haunter Palace, The Old Man and the Seaking, A Farfetch'd to Arms... A lista não acaba.

Vamos ver... Eu poderia falar sobre o suplente do Demóstenes, que já está enrolado no Senado e precisa explicar suas relações com Cachoeira. Mas acho que ninguém quer ouvir muito sobre isso.

Aliás, falando em coisas que ninguém está muito afim de saber, hoje é dia do futebol. Basicamente tudo tem dias hoje em dia. Olha o ponto em que nossa sociedade foi chegar. Depois os maias dizem que o mundo vai acabar e ninguém sabe porque. Aliás, nesse ritmo periga o Dia Internacional do Fim do Mundo virar feriado. Se o mundo não acabar, lógico.

Eu poderia falar que eu nunca reviso meus textos, mas acho que vocês já perceberam isso. É, eu deveria. Mas eu posso começar amanhã. Junto com a minha dieta.

Enfim, eu tenho muito para falar, mas o mais importante é que o blog está voltando ao seu ritmo normal.

Ou seja, outra atualização, só em agosto.

15 de jul. de 2012

Você reclama que meu blog está abandonado. Justo.

Fala que tem um tempão que isso aqui tá largado. Verdade.

Quase não entra mais porque não deve ter nada novo mesmo. Faz sentido.

Mas, se serve de consolo, tem um blog atualizando menos que o Potemkin.

29 de jun. de 2012

Crônica de uma suspensão anunciada

Conforme já havia sido anunciado ontem pelo Patritota, a Mercosul suspendeu o Paraguai, sem a imposição de sanções, numa ação perfeita dos países sul-americanos.

Tem razão os que afirmam que a política é um assunto interno paraguaio. Mas, a partir do momento passa a interferir em outros países, é legítimo que haja retaliação.

Não é novidade para ninguém que a democracia na América Latina não é exatamente uma tradição. E, num continente com tão combalidas instituições, qualquer ameaça deve ser prontamente cortada.

Houve sim um golpe no Paraguai. Um golpe disfarçado de legitimidade, mas houve. Não existe julgamento de impeachment em menos de 24 horas. Lugo nem pode se defender. Além do mais, basta apenas lembrarmos que o Partido Colorado, mentor da cassação, governou por cerca de 50 anos antes que Lugo fosse eleito.

Admitir qualquer violação à democracia seria um retrocesso. E abriria um perigoso precedente para novas ações e, quem sabe, até outros golpes de fato e a implementação de novas ditaduras.

Não sancionar o Paraguai foi uma decisão muito sábia, afinal, uma decisão política deve ser resolvida no âmbito político. Além disso, o Paraguai não precisa de nenhum "incentivo" para que sua economia piore.

Em tempo, deixar a Venezuela entrar foi politicamente genial - embora eu acredite que esta questão ainda merecesse maiores exames. Por um lado, foi uma espécie de sanção ao Paraguai, afinal, apenas eles eram contra a entrada dos bolivarianos no bloco. Além disso, foi uma maneira de mostrar ao resto do mundo, e em especial aos EUA, que a América Latina tem um pensamento independente.


E, de quebra, o Mercosul se fortalece com o poder do petróleo.

15 de mai. de 2012

Estamos no Facebook!

Seguindo sua vocação vanguardista, o valente encouraçado Potemkin parte para explorar novos mares, singrando por redes sociais nunca dantes navegadas por blogs literários obscuros!

E salve-se quem puder.

7 de mai. de 2012

                    U                                   O


C                                    B

 
                   C                                 B


U                                     O

                                

26 de abr. de 2012

Pelos direitos de todos

Como todos os meus bem informados e atualizados leitores sabem, neste exato momento em que eu escrevo, o STF está votando a questão das cotas sociais. No presente momento, a eleição está em 9x0 para as cotas, mas tudo indica que a decisão será unânime.

É um passo extremamente importante para a resolução da questão racial no Brasil. Sim, embora algumas pessoas teimem em não reconhecer, nós temos um grave problema racial, embora ele seja, como já é de praxe no Brasil, varrido para debaixo do tapete e depois dá-se um jeitinho.

Enfim. Não querendo ficar para trás, o Potemkin faz jus ao seu viés revolucionário e segue, mais uma vez na vanguarda.

Senhoras e senhores, é com prazer que lhes informo que hoje o Potemkin se torna o primeiro blog da internet a adotar cotas para o humor negro!

A partir desta noite, 10% dos posts do blog deverão conter trocadilhos ofensivos, piadas ruins ou, porque não, ambos! Aliás, não é nada muito diferente do que já se faz normalmente por aqui.

Desta maneira, voltamos a assumir nossa postura de liderança na luta pelos direitos das minorias! E que venham novas batalhas!


22 de abr. de 2012

Diferentes maneiras de responder a pergunta: "Porque a galinha atravessou a rua?"

Criacionista: Na verdade, Deus criou a galinha do outro lado da rua e apenas implantou as pegadas para testar nossa fé.

Guia do Mochileiro das Galáxias: 42

Político: Eu não fiquei sabendo de nada. A galinha é um bípede de idoneidade e honestidade inquestionáveis. É uma das grandes aves desta nação, com mais de cinquenta anos de vida pública. Sou amigo pessoal da galinha e posso afirmar com toda certeza do mundo que ela jamais, em hipótese alguma, atravessou a rua.

O Globo: Governo abre uma CPI para investigar o "caso galinha"

Veja: CPI da galinha é uma cortina de fumaça sobre o mensalão.

Carta Capital: Galinha sequestra última edição da Carta nas bancas de Goiânia.

Conspiração: Aposto que os americanos estão envolvidos.

Sociólogo: Na verdade, há todo um contexto de marginalização e de exclusão social que leva nossas galinhas a atravessarem as ruas rotineiramente em nosso país tão injusto.

Outro sociólogo: Com o perdão da intromissão, mas na verdade o atravessar a rua já é um ritual milenar entre as tribos galináceas, que data já desde antes da criação das primeiras ruas. É uma análise muito superficial sua dizer que isso se dá apenas devido ao contexto de marginalização aviária presente em nosso país, uma vez que este comportamento é observado em galinhas de todo o planeta.

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Conciliador: Vai ver ela gostava do outro lado. Quer dizer, nada contra esse lado, um lado muito legal que eu admiro muito pela sua lateralidade, as pessoas desse lado são super legais e eu gosto muito delas mas, vai ver que, na cabeça da galinha, o outro lado era melhor né? Não que eles sejam piores, é um grande lado também , o outro. Na verdade, eu gosto tanto dos dois lados que eu era capaz de passar o dia inteiro no meio da rua pra não ter que escolher um deles. Não que eu não goste do meio da rua, eu poderia ficar um tempão lá pela companhia também.

Distraído: Ih, olha lá! Atropelaram o conciliador!

Comunidade científica: Ainda não sabemos ao certo, mas vamos botar mil galinhas pra atravessar a rua, fazer umas anotações e depois convocamos uma coletiva de imprensa.

Prático: Tinha milho do outro lado.

Zoófilo: Eu não sei. Mas eu vou atravessar. Pra perguntar pra ela. Só por isso.