24 de out. de 2012

To te dizendo, é genial. Claro que não, é absurdo. Por isso que é genial, vai vender como água no deserto. Ou seja, nada. Não existem pessoas em desertos, então você não teria para quem vender água. Além disso, se você considerar o Ártico como um deserto, acho que nenhum esquimó vai querer comprar água num lugar cheio de gelo. No Ártico eu vendo Coca-Cola. Pros esquimós? Pros ursos. Nunca viu a propaganda? Aliás, uma boa propaganda é tudo que nós precisamos! Já disse que eu não vou colocar um tostão nisso. Vamos cara, vai ser divertido! Adoro um prejuízo... Nesse caso você não deveria investir na minha idéia Que é absolutamente imbecil por sinal! Cara, você não entende nada dessa nova geração, eles comprariam com certeza. Já disse, ninguém vai querer uma camisa com uma foto do Karl Marx escrito "Kant Touch This"!




Ok... a gente pode pelo menos aproveitar a imagem e colocar no Facebook? Dá pra gente criar uma página chamada Humor


ei...


espera...

VOLTA AQUI! ONDE VOCÊ TÁ INDO?! CARA, NÃO PULA DESSA


Este conto foi subitamente interrompido por um trem bala que passava por aí.

17 de out. de 2012

Um post após um longo tempo e ainda por cima com título

Senhoras e senhores, voltei. Após uma longa ausência, pesadamente sentida pelos meus três leitores, estou de volta. E, como já é tradição, retorno com um grande post sobre absolutamente nada e que, de preferência, não faça sentido algum.

Durante minha longa ausência de cerca de dez dias (adoraria saber o tempo exato, mas confesso que não sei que dia é hoje, embora desconfie vagamente que seja uma quarta feira) muita coisa aconteceu. Por exemplo: o último post de fato deste blog foi sobre a campanha do Freixo, que acabou vencendo as eleições, ainda que não tenha sido eleito.

Aliás, o Paes reeleito com 60% dos votos já começou a aprontar das suas. Tem que tomar cuidado para não deixar que o sucesso o torne cego. Aliás, desconsiderem essa última frase, ela já não é mais necessária.

Nem disse, mas um dos motivos pelo qual eu não atualizei o blog foi porque eu fui mesário. E também porque no sábado antes da eleição eu acabei chegando em casa as três da manhã, mas isso é uma história para outro post.

Assim como a SiONU, que foi uma simulação que participei neste feriado e que, evidentemente, me impediu de atualizar o blog no domingo. Lógico que o post sobre ela, se sair, será mais tarde.

Contra tudo e contra todos, estamos funcionando a todo vapor!

Então, meu amigo leitor, pode comemorar que eu voltei, agora em ânimo definitivo.

Pelo menos até a próxima vez que me der preguiça.

10 de out. de 2012

Meus caros leitores, surgiu um pequeno imprevisto e estou tendo que resolver um problema agora que me impede de fazer um post minimamente legível. Sei que estou em falta com o blog já tem um bom tempo, mas não se preocupem: sua paciência será recompensada.

3 de out. de 2012

Eu suponho que meus leitores mais atentos notaram que eu estive ausente esta semana.

Explico: fazia provas na faculdade. Muitas provas. E tive que ler centenas de textos. Não me sobrou tempo.

Este post é só para avisar que já estou pensando em uma maneira de os recompensar pelos transtornos.

Me aguardem.

23 de set. de 2012

A campanha do Freixo não faz o menor sentido.

É absolutamente irracional que um candidato com um minuto e meio de tv continue crescendo nas pesquisas.

É contra todo os pressupostos básicos da lógica que um comício realizado na Lapa, em plena sexta feira a noite sob uma chuva pesada, reuna quinze mil pessoas.E o pior: nenhuma delas foi paga para isso.

E é inaceitável que essas quinze mil pessoas sejam apenas uma pequena fração de uma massa viva e pulsante que não para de crescer.

É inadmissível que esse movimento continue se espalhando. Mas ele não vai parar. 

Não vai parar porque, acima de tudo, é movido a esperança.

A campanha de Freixo não faz o menor sentido porque ela escapa completamente aos domínios do que é racional.

Ela representa a mudança. Uma nova política, diferente de tudo que veio antes.

Embarcamos nessa primavera porque, acima de tudo, ela sintetiza tudo aquilo que queremos para nossa cidade.

Muitos dos que reclamavam da pouca participação da juventude na política agora apontam dedos acusadores para nós e dizem que somos alienados e que, por não saber o que queremos, seguimos o candidato da moda.

Podemos até não ter a menor idéia do que queremos. Mas sabemos exatamente o aquilo que repudiamos: a política tradicional do toma lá da cá e tudo aos amigos e a lei aos inimigos.

Pode ser que seja um equívoco.

Mas tem mais valor fazer uma aposta arriscada que permanecer eternamente no mesmo erro.

19 de set. de 2012

Vejam só. Está chegando aquela época do ano em que o Potemkin faz aniversário. E, afim de mantermos nossa nobre tradição, eis aqui mais um post comemorando a data.


TCHAN
Com a já tradicional stripper do Potemkin. Afinal, tradições estão aí e deveriam servir para outros propósitos que não sejam relacionados a famílias, presentes e experiências traumáticas relacionadas a empadões de frango.

Como, felizmente, nenhum empadão de frango jamais foi mencionado neste blog, creio que seria um momento adequado para retornarmos ao propósito deste post: nenhum, como de praxe.

O que me lembra que, dia desses, surfando pelas estatísticas do Blogger, descobri que tive mais de 100 visitas em julho de 2009. O que acredito que revela muita coisa sobre a capacidade do Blogger de gerar estatísticas confiáveis.

Mas eu fiquei pensando: e se o Potemkin tiver sido criado em julho de 2009 e eu não fiquei sabendo?

Aliás, seria bem condizente com o espírito errante deste blog, durante três anos seu aniversário na data errada. O que me deu uma idéia: comemorar o aniversário do Potemkin em datas diferentes todos os anos. Me aguardem.

O mais estranho de chegar aos 3 anos com o blog é a sensação de velhice, mais intensa do que deveria ser. 3 anos em anos de blog devem equivaler a uns 120 anos de humanos. Só isso explica a altíssima taxa de mortandade entre blogs contemporâneos ao meu.

Muitos blogs bons - inclusive alguns que me serviram de inspiração no começo - estão abandonados ao relento. A sensação que dá é a de que eu sou uma espécie de último dos moicanos, só que como blogueiro, o que é bem menos legal.

E continuarei envelhecendo, aos trancos e barrancos, até o dia que o Potemkin perder a graça.

O que, na conta da maioria dos especialistas, não acontecerá nunca uma vez que, para que se perca algo, é necessário antes tê-lo.

Traduzindo brevemente: os senhores terão que me aturar eternamente.

Até o próximo aniversário na semana que vem.

Digo, no ano que vem.

16 de set. de 2012

Durante um período da minha infância eu tive medo de ser abandonado pelos meus pais.

Isso não tem nada a ver com eles. Eles são pessoas muito boas para falar a verdade.

É só que uma vez a gente foi num orfanato, para levar uns brinquedos, roupas, comida e, evidentemente, brincar com as outras crianças.

Na época, eu devia ter uns cinco ou seis anos.

E havia um rapaz, cuja idade eu desconheço, mas certamente parecia mais velho que eu.

Devia ter uns oito anos. Mas poderia ter o dobro.

Na hora de ir embora, eu disse tchau. Ele disse até a próxima. E se não houver próxima vez? Vai ter sim. Sempre tem. Todo mundo acaba aqui. Uma hora seus pais morrem ou te deixam aqui.

Essas palavras tinham o peso do mundo na minha cabeça.

Ele era muito mais cético do que uma criança tem o direito de ser.

Muitas memórias dessa época já não me pertencem mais. Ou perambulam pelo meu subconsciente longe do meu alcance.

Mas eu não vou, jamais, conseguir esquecer a desesperança nos olhos desse rapaz.

Não sei o que foi feito dele.

Acredito que nunca saberei.

Mas é provável que já esteja morto e enterrado.

Presumivelmente, longe de seus pais.