27 de dez. de 2009

Britney Spears pelada em novo filme pornô com a a Xuxa


Eu sei que o título não tem nada a ver com o post, mais é de propósito. Deixa eu explicar melhor.
Eu instalei um contador de visitas.
Há dez minutos atrás tinha uma só. Normal. Eu tirei o print, tinha 4. Agora tem 9.
Como minha mãe vale por quatro e não por nove, eu achei estranho.
Só existia uma explicação: as pessoas procuram coisas nada a ver no Google e saem.
Por isso o título. Eu vou testar a minha teoria e ver se o blog explode em acessos.
Desejem-me sorte.

23 de dez. de 2009

Natal

Ah, o natal. Época de intermináveis jantares em família, das canções natalinas no rádio, que algum babaca inventou que todos adoram, dos amigos ocultos, um tiroteio de presentes ruins numa tentativa de confraternização, das pessoas que adoram falar que o natal é mais que presentes, mais que com certeza terão um ataque se a árvore não tiver nada.

Também é época das cronicas natalinas. Aposto que você já sabe o que eu estou fazendo aqui.

Agora, alguém sabe como se escrve uma cronica natalina? Imaginei.

Agora eu me lembro de incontáveis professores de redação, que inclusive acham que podem ensinar alguém a escrever, falando "Início, meio, fim".

Início: Beleza. Passando para o papel.

Fim: Mole. Se eu desejar um feliz natal e um bom ano novo todo mundo vai aceitar.

Agora, o que eu coloco no meio?

Pois é.

E aí?

Quem mais prefere ganhar carvão a meias? Especialmente se forem aquelas velhas que andam circulando há uns cinco anos pelo amigo oculto.

Aliás, todo amigo oculto tem lenços/gravatas/meias circulando desde sempre. Uma tradição estranha.

Boa, só umas cinco pessoas fecharam a janela agora.

Vamos para o plano B:

Aí, querem saber?

Vou deixar essa porra assim mesmo.

Boa noite, bom natal, bom ano novo.

Eu sei que todo mundo vai engolir mesmo.

16 de dez. de 2009

Torradas com Nutella

-Boa noite e até amanhã.

E com essas palavras, a nova âncora se despedia do público e o jornal ia dormir para chegar bem no dia seguinte. Era seu primeiro dia e se sentia muito bem.

Do outro lado da tela, alguém não se sentia muito bem.

A realidade o atingiu como um soco. Era ela. Deslumbrante como sempre. Inteligente como sempre. Falante como sempre. E sobretudo, linda como sempre.

Ali, ele viu o quanto ele sentia sua falta. Era a mulher da sua vida ali.

"Vadia"-ele pensou-"deve ter dormido com meio estúdio".

No fundo, ele sabia que mentia. Mentia para se sentir confortavel. Mentia porque era mais seguro viver dentro do seu mundinho do que no mundo de verdade. Ainda mais depois dele ter acertado um soco tão violento.

Desde que a vira pela primeira vez, ele sempre soube que mais cedo ou mais tarde alguma coisa assim ia acontecer.

Porém, se sentia melhor por ter perdido uma vadia do que uma repórter bem sucedida.

Quanto tempo fazia? O suficiente para ele virar um gordo desempregado e careca. E o suficiente para que ela continuasse linda, como que imune ao tempo.

No fundo, ele nunca superara aquela perda. Mais só quando a viu ali, falante, linda, que se lembrou dos velhos tempos, que ele preferia que continuassem uma mera sombra no meio de outras. Mais agora aquela sombra o irritava.

E o irritando, o fez lembrar de como era sua vida antes. E mais importante, dela. Cada detalhe, sua risada, seu aceno gentil, o jeito carinhoso como dava a uma pessoa só toda atenção do mundo. Parecia que cada pessoa que falava com ela era mais importante que a outra.

E aí, ele chorou. Aquelas lembranças eram muito dolorosas para ele. Foi só ali, chorando sozinho, na sala, que ele percebeu o quanto a amava. Uma besteira na juventude o fizera sofrer a maior das perdas. Se pudesse voltar no tempo, avisaria ao seu eu mais jovem para ficar longe daquela cabra. Se bem, que aquele jovem provavelmente riria da cara daquele espectro careca e gordo. Como ele era arrogante e orgulhoso. Como gostaria de não ter sido.

Como queria saber que as melhores coisas não são as que duram pouco tempo. Como ele queria saber que sacrifícios valiam a pena. Como ele queria saber onde estava o pão, que todas essas reflexões o deixaram com fome.

A caminho da cozinha, ele teve uma idéia. Uma idéia que ia mudar tudo.

O despertador parou de tocar depois de um tapa violento.

Eram sete da manhã e tinha uma festa rave acontecendo dentro da cabeça dela. E estava bombando.

Tudo o que ela menos queria era acordar.

Sua estréia fora ótima. A festa que a seguiu também. Ou pelo menos deve ter sido. Ela já não se lembrava de nada. Mais, olhando para o quarto, começou a pensar se não deveria ter motivos para se arrepender. Realmente, as algemas não eram um bom sinal. Ela odiava as algemas.

Porém, ela decidiu não se preoupar com isso. Pelo contrário, prosseguiu como se fosse um dia normal. De fato, era um dia normal. Tirando o fato do mendingo da esquina estar jogado na sua sala.

"Merda de festa", disse baixinho, antes de acordar e expulsar o pobre sem-teto com um chute mais brutal que o tapa que acertara o despertador.

"Ainda bem que não existem associações protetoras de mendingos" - pensou enquanto ele corria desesperado rua abaixo.

Realmente, não dava para ser amiga de todos. Mesmo assim, ela não conseguia parar. Era tão difícil parar de dar bom-dia para ela quanto parar de fumar para um fumante.

Ela botou as torradas na torradeira e começou sua peregrinação pelas capas dos principais jornais e tabloides. Jornalismo é informação, era o que sempre dizia.

Um tabloide chamou a atenção.

Um fundo preto,contranstando com letras vermelhas e garrafais. Puta criatividade:Doidão se mata com meio quilo de nutella, dois donuts, um elástico e um saca-rolha.

Ela não pode evitar uma risada.

Nesse momento, o telefone toca.

O barulho ressoa em sua cabeça. Definitivamente, ela tinha que atender rápido.

Era uma voz familiar, mais envelhecida.

Por um instante, o tempo parou. Pequenas lagrímas começaram a salpicar por seu rosto. Estava completamente desarrumada, mais mantinha um certo charme.

Neste exato instante, a campainha da torradeira tocou, lembrando-a que existia uma realidade. E também que o pão estava no ponto.

Mais ela já não ligava mais para o pão. Já não ligava mais para nada.

Todos esses anos, ele esteve a um telefonema de distância. Todos esses anos a coragem estve a milhas náuticas(que são maiores que as terrestres) de distância.

E agora, ele não estava mais lá.

E só ali ela viu como sentia falta dele.

"Malditas algemas". Foi a última coisa que ela conseguiu pensar antes de se recolher num canto da sala e chorar.

Chorou o arrependimento.

Chorou o amor perdido e todos os falsos amores.

Chorou a tristeza.

Chorou a morte e tudo que ela tira das pessoas.

Chorou sua dor.

Chorou sua covardia.

E nunca mais comprou Nutella.

14 de dez. de 2009

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11 de dez. de 2009

PUF!

"Merda"

Foi a primeira coisa que veio a sua cabeça quando ele olhou para o relógio. As vezes, se atrasar era charmoso. Infelizmente, não era o caso. Essa não era uma festinha qualquer. Era uma entrevista de emprego. E um atraso definitivamente não seria charmoso.

Ele saiu varado pela Rio Branco, tão rápido quanto um homem de terno consegue ir em pleno Centro ao meio-dia. Ou seja, quase nada.

No começo, ausência das pessoas lhe incomodava. Mas agora, ele já não ligava. Tinha se acostumado a ser este estranho ser híbrido. Meio ilha, meio humano. Um pedaço de corpo cercado de pessoas por todos os lados.

Ele tentou apertar o passo. Infelizmente, a senhora que estava a sua frente não. No instante da colisão, nada. Nem mesmo sua mãe fora ofendida(o que é bem comum na hora do rush). E não foi porque ele atropelou uma velinha inocente. Até porque a velinha não estava mais lá. De repente, ela evaporou. Era como se fosse feita de névoa.

As outras pessoas continuaram seus caminhos, indiferentes ao desespero do pobre transeunte. Além de atrasado, tinha evaporado uma velinha. Aliás, como se evapora uma velinha?

Ele tentou chamar alguém. Ninguém lhe deu ouvidos."Que ótimo", pensou, "além de cegos são surdos".

E tentou passar para o contato físico. Para sua surpresa, o senhor careca que estava passando sumiu também. E nesse exato instante, ele se sentiu sozinho. Olhou ao seu redor. Uma avenida cheia de corpos mais sem nenhum sentimento. Uma avenida fria. Uma avenida cruel.

E, quando ele achava que não podia piorar, foi tragado pela escuridão. Ele estava só. O escuro era palpável. Ele não sabia se chorava ou gritava desesperado. Ficou com a segunda opção.

E acordou gritando, encharcado de suor, deitado confortavelmente em sua cama.

Fora só um sonho ruim.

3 de dez. de 2009

E...

Ele estava recostado na sua cama.Costas contra a parede.Sua cabeça balançava freneticamente,como um pombo com fast forward.Os fones de seu Ipod berravam em seus ouvidos,lembrando-o de,que se não estva ainda não era surdo,estava no caminho certo.Ele deu de ombros e virou a página da Playboy,já velha e um pouco colada,com suas mãos engorduradas de misto quente e de fluidos corporais impublicaveis.

Como era bom estar sozinho em casa.Seus pais o abandonaram enquanto viajavam."Amadores",ele pensou."Regra número um:Nunca fale sobre o Clube da Luta.Regra número dois:Nunca confie num adolescente".E deu uma gargalhada solitária para o ar."Não se deixa um adolescente sozinho em casa",continuou em suas reflexões de baixo teor filosófico.Ele tinha uma prova de matemática no dia seguinte,mais não podia se incomodar menos.

"Foda-se",disse para si mesmo quando seus pais pediram que se comportasse,estudasse e que era um voto de confiança."Se eles me conhecessem mesmo,não confiariam em mim".

Com uma certa parcela de verdade,diga-se de passagem.Afinal,ele era um garoto problema.Esta era sua sexta escola em quatro anos.Cinco profesoras,dois diretores e uma coordenadara desistiram de dar aula por sua causa.Isso sem contar as duas psicólogas que foram internadas por insanidade mental.Ele era O garoto problema.

"Foda-se",repetiu o (projeto de) escritor em outro parágrafo,mostrando clara falta de criatividade.

O garoto deu de ombros."Cada personagem fictício tem o criador que merece",pensou ele.

Sim, ele sabia que era apenas um personagem,criado por um escritor,apenas para que o mesmo ficasse satisfeito.Sabia que poderia e seria descartado a qualquer momento.

Talvez esta fosse a razão de seu inconformismo.Talvez o garoto problema veja mais longe do que nós vemos.Talvez seu comportamento fosse apenas uma revolta contra seu criador.Uma mostra de seu inconformismo diante da sociedade estática em que ele fora defenestrado.

Ou talvez fosse apenas fruto de um louco.

16 de nov. de 2009

Comunicado

É com pesar que comunico a todos os meus leitores a interrupção imediata e por tempo indefinido de todas as atividades deste blog,excluindo-se é claro as que não estão sob minha responsabilidade(ler,comentar etc.)

Desculpo-me antecipadamente por quaisquer transtornos que essa atitude venha a causar,porém motivos de força maior me obrigam a tomar esta decisão.

Obrigado pela compreensão e até um dia desses ai.