23 de dez de 2009

Natal

Ah, o natal. Época de intermináveis jantares em família, das canções natalinas no rádio, que algum babaca inventou que todos adoram, dos amigos ocultos, um tiroteio de presentes ruins numa tentativa de confraternização, das pessoas que adoram falar que o natal é mais que presentes, mais que com certeza terão um ataque se a árvore não tiver nada.

Também é época das cronicas natalinas. Aposto que você já sabe o que eu estou fazendo aqui.

Agora, alguém sabe como se escrve uma cronica natalina? Imaginei.

Agora eu me lembro de incontáveis professores de redação, que inclusive acham que podem ensinar alguém a escrever, falando "Início, meio, fim".

Início: Beleza. Passando para o papel.

Fim: Mole. Se eu desejar um feliz natal e um bom ano novo todo mundo vai aceitar.

Agora, o que eu coloco no meio?

Pois é.

E aí?

Quem mais prefere ganhar carvão a meias? Especialmente se forem aquelas velhas que andam circulando há uns cinco anos pelo amigo oculto.

Aliás, todo amigo oculto tem lenços/gravatas/meias circulando desde sempre. Uma tradição estranha.

Boa, só umas cinco pessoas fecharam a janela agora.

Vamos para o plano B:

Aí, querem saber?

Vou deixar essa porra assim mesmo.

Boa noite, bom natal, bom ano novo.

Eu sei que todo mundo vai engolir mesmo.