15 de jul de 2011

Hogwarts will always be there to welcome you home.

É difícil mudar o mundo. Ainda mais difícil mudar o mundo pela força das idéias. O que dirá escrevendo um livro de histórias infantis. Parece impossível não? Mas para um número considerável de pessoas, ontem isso foi mais verdadeiro do que qualquer coisa. Ontem foi a (pré) estréia do últime filme do Harry Potter.

"Que merda cara, e agora?" Essa frase, que não é minha, eu ouvi após o final do filme de um garoto que conheci no dia (e me disse isso quase chorando) , reflete o sentimento geral da massa de fãs. Uma massa tão aficcionada que mereceu o nome de "Pottermaníacos". Era de consentimento geral que a vida não seria mais a mesma sem aquele estranho ritual (para os de fora) das estréias, das fantasias e de esperar pelo próximo filme. Querendo ou não, todo mundo foi marcado de alguma maneira por Harry Potter.

Veja eu, por exemplo. Se Harry Potter não tivesse sido escrito, talvez eu não tivesse escrevendo aqui hoje. Afinal, o primeiro livro sem figuras que eu li foi Harry Potter e a Pedra Filosofal, quando eu tinha uns 6 ou 7 anos. Se eu já me interessava um por livros naquela idade, Harry Potter foi para mim a prova definitiva que ler era (continua sendo) muito mais legal que ver tv. A partir daí eu passei a ler (literalmente) de tudo o tempo todo. Daí para escrever foi um pulo. Ok, não exatamente um pulo, mas influenciou bastante.

Eu acho que o mais emocionante em estar lá não foi o filme em si, mas o fim da saga, por tudo que ela representa e também pela presença do "fantasma do próximo livro" durante toda minha infância.

A estréia foi muito legal. O filme idem. Mas sobre isso quem vai falar são outras pessoas. Eu me limito a agradecer por um dia ter tido contato com uma série do quilate de Harry Potter e lamentar pelas crianças que vão crescer sem esperar uma carta de Hogwarts.

Isabela : "acho que estava mais cheia do que eu esperava e a trilha sonora estava muito boa, conseguiu alcançar o objetivo, pelo menos comigo"

Letícia: "O filme foi muito bom. Pena que só aprenderam a fazer filme no último... Fiquei um pouco chateada com alguns cortes, principalmente com o do Teddy Lupin na última cena, mas nada que afete demais o filme. Quanto a estréia, tinha muita gente fantasiada, mas sempre tem um ou outro que só vão para ficar na muvuca. Eu acho que todo mundo lá tava pensando "putz, é a última vez..."

Júlia: "Eu to muito abalada com o fim de Harry Potter... to me sentindo meio vazia"

Daniela: "Eu adorei o filme, acho que foi o melhor feito. Tiveram algumas coisas que incomodaram por que  estavam erradas, ou algumas cenas que não apareceram, mas mesmo assim o filme foi muito bom e quando acabou....... bom eu me senti meio que de volta a minha infância e tendo recordações antigas, mas sei que Harry Potter fez parte da minha vida e continuara fazendo parte dela"

Mariana: "Eu só tinha lido o primeiro, mas já faz um tempinho. Gostei muito do filme, acho que vou ler os outros livros também."
 
Reynaldo: "Ainda não acredito que chorei por causa do Snape..."
 
Matheus: "Po simplesmente foi o filme mais emocionante, por que todos os atores tao num ápice emocional fenomenal, e filme carrega a infância de muita gente com ele, eles fizeram com que voce se sentisse bem vendo que tudo que voce imaginou lendo os livros foi reproduzido na telona"


14 de jul de 2011

Eu posso fazer você sentir lacerações
na carne
Eu posso fazer você se contorcer
de dor
Sentir os dentes que arrancam
seus pedaços
e mastigam lentamente sua carne
carne crua
(sem ketchup)
Eu posso fazer você morrer lenta
e dolorosamente
Eu posso ser a morte lenta
lenta e dolorosa
Eu sou o rolo compressor
o lento e mortífero rolo compressor
o terrível e inexorável rolo compressor
o poderoso e imparável rolo compressor
   e extrair
        gota
            a
          gota
                   sua essência

Mas não me leve a mal
Eu juro
           que não é nada pessoal
(Eu juro)

                      Negócios são apenas
                      isso:
                     Negócios